20 novembro 2022

FESTAS DE EMACIPAÇÃO DE ITALVA/RJ

 Caso você tenha o cartaz de alguma festa que não consta aqui, favor nos enviar para que possamos acrescentar. Obrigado!!

2025

2024

2023


2022

2021 Live (Pandemia)

2020 Live (Pandemia)

2019

2018

2017

2016

2015 (Não aconteceu)

2014

2013

2012

2011

2010

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17 janeiro 2016

ENTREVISTA COM LAMARTINE

Nessa entrevista trago um músico que vem ganhando espaço no cenário musical, o baiano LAMARTINE. O músico já acompanhou artistas como Elba Ramalho entre outros no Brasil e exterior. Excelente pessoa e musico do primeiro escalão no nosso cenário musical. Aqui ele fala das dificuldades e prazeres da música.


Adilton: ONDE NASCEU E QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?
Lamartine: Nasci na cidade de Paulo Afonso, interior da Bahia.  Tenho 40 anos.

Adilton: COM QUANTOS ANOS COMEÇOU O INTERESSE PELA MÚSICA?
Lamartine: Comecei a tocar cavaquinho com 9 anos por influência de meu pai e do meu irmão.

Adilton: EM SUA FAMÍLIA TEM OUTROS MÚSICOS?
Lamartine: Meu pai era músico, tocava cavaquinho e acordeom. Hoje com 78 anos só toca em casa. Ele é meu guitarrista profissional, arranjador e compositor.

Adilton: DESCREVA ALGUMS ARTISTAS QUE VOCÊ TRABALHOU.
Lamartine: Tive o prazer de tocar com o cantor André Rio, acompanhando-o em uma turnê pela Europa em 2009. Tenho participação no DVD de França, cara que fez o maior sucesso na Banda Mastruz com Leite. Toquei no Festival Cover Baixo realizado por Celso Pixinga.

Adilton: VOCÊ TEM ALGUM TRABALHO INSTRUMENTAL?
Lamartine: Tenho meu CD Instrumental denominado Brincando D`Baixo.
                
Adilton: FALE UM POUCO DE SUAS INFLUENCIAS.
Lamartine: Nico Assumpção, Celso Pixinga, Arismar do Espírito Santo, John Patitucci, Jaco Pastorius e Victor Wooten.

Adilton: VOCÊ É ENDORSE DE ALGUMA EMPRESA?
Lamartine: Em 2008 dei uma canja no stand da Condor na EXPOMUSIC SP e o proprietário Carlos Cezar mandou eu escolher um baixo na vitrine e me deu, mas não assinei como endose por ser comerciante e não ter o tempo total disponível.

Adilton: COM QUEM VOCÊ ESTÁ TOCANDO ATUALMENTE?
Lamartine: Atualmente faço free lance e gravações. 
          
Adilton: FALE UM POUCO DE SEU INICIO NA MÚSICA. COMO TUDO COMEÇOU?
Lamartine: Tudo começou por incentivo do meu irmão, meu pai, que já era músico e ficava dizendo: “Rapaz, a música é ingrata, quero que vocês estude”, mas meu irmão, fascinado, fez ele comprar um violão e colocou na minha cabeça para aprender cavaquinho. Aos 12 anos cismei e disse: “Agora quero um baixo”, e não peguei mas no cavaco.


Adilton: FALE DOS ESTILOS DE MÚSICA QUE MAIS TE ESTIMULOU A SER ESSE MÚSICO EXCELENTE, COM UMA POSTURA EXEMPLAR NO PALCO?
Lamartine: Meu pai nos ensinou a escutar de Michael Jackson a Luiz Gonzaga. A música não tem barreira, óbvio que tem uns modismos que passam rápido mas como músico tenho que estar pronto para tudo.

Adilton: DE UMA DICA PARA OS INICIANTES.
Lamartine: Minha dica estudar muito mesmo e praticar o máximo possível, não adianta ter a teoria e não ter a prática. 
            
Adilton: DESCREVA SUAS MAIORES DIFICULDADES NO INICIO DE CARREIRA.
Lamartine: Minha maior dificuldade era não ter o material certo para estudar. Por ser do interior, não tinha escola de música e nem internet. Autodidata mesmo. Sei o quão é difícil viver de música, por isso a faço como hobby, mas tento me dedicar ao máximo. É um êxtase cada vez que subo em um palco. Agradeço à Deus.

Adilton: AGRADECIMENTOS.
Lamartine: Agradeço à Deus pelo dom, ao meu pai e meu irmão que nunca deixaram de me incentivar e a todos que curtem o meu trabalho.  Ao site ITALVA EM FOCO, a você ADILTON DO NASCIMENTO, que conhece também as dificuldades de ser músico como ninguém, por abrir esse espaço maravilhoso para nós músicos podermos falar um pouco da nossa história


12 setembro 2015

ENTREVISTA COM CARLINHOS 7 CORDAS

Entrevista exclusiva com o músico Carlinhos 7 cordas. De São Pedro Paraíso, distrito de Italva, para o mundo e provando mais uma vez que nossa cidade é um grande celeiro de músicos pouco explorados pelas autoridades locais.



Poucos sabem que uma das maiores autoridades da música no Brasil saiu de São Pedro Paraíso, distrito de Italva. Carlinhos 7 Cordas, conhecido por muitos italvenses  por Carlinhos Caximbau, tocou por anos com Waldir Azevedo e com muitos outros artistas. Conheça nessa primeira parte um pouco da história desse gênio da música.

Adilton - ONDE NASCEU E QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?
Carlinhos - Meu nome é José Carlos da Silva. Nome artístico: Carlinhos 7 Cordas.Nasci em São Pedro Paraíso/RJ no dia 2 de julho de 1944 mas fui registrado em ITAPERUNA/RJ.Na minha juventude trabalhei na Fábrica de Cimento Paraíso (Portlland) e cheguei a goleiro do Clube Cimento Paraíso. Em seguida, passei a participar do conjunto CiParaíso Ritmo. Neste conjunto, que fazia muitos bailes, toquei guitarra e também fui crooner.  Essa foi a minha iniciação musical.Em Italva, trabalhei na padaria dos turcos e na fundação da loja do Zilton.

Lembro-me de alguns colegas da época em que joguei futebol: Haroldo, Alan Kardec, Joel, Maurício, Donga, Catito, Adilson Macumba, Eduardo, Pedro Piruinha.

Do conjunto Ciparaíso Ritmo: Coroa e Carlos Magno (bateristas); Jair Maçaricão (contrabaixo); Dilson (acordeón); Guaraína (saxofone).

De Italva: Lalão, Batoque, Darli, Chicão, Janaia, Dario, Gasolina, Pedro Parente, Mineiro (que promovia os bailes). (Devo ter me esquecido de outros nomes... pois estou fora dessa região desde meados da década de 60).

Adilton - COM QUANTOS ANOS COMEÇOU O INTERESSE PELA MÚSICA?
Carlinhos - Desde jovem, gostava de música conforme mencionei na resposta anterior. Comecei a me interessar pelo violão de 7 cordas aos 23 anos, aproximadamente.

Adilton - EM SUA FAMILIA TEM OUTROS MÚSICOS?
Carlinhos - Sei que tive dois tios que tocavam muito bem, mas não me lembro de vê-los tocar. Eu era criança. Um tocava violão, era o tio Norival. O outro tocava bandolim, era o tio Mizinho. Dizem que ele tocava bem.


Adilton - DESCREVA ALGUNS ARTISTAS QUE VOCÊ TRABALHOU.
Carlinhos - Acompanhei grandes nomes da música popular brasileira como Waldir Azevedo, Paulo Moura, Copinha, Abel Ferreira, Bide, Nelson Cavaquinho, Cartola, Altamiro Carrilho, Carlos Poyares, Ademilde Fonseca, Silvio Caldas, Carlos Galhardo, Orlando Silva, Zé da Velha, Silvério, entre outros.

Participei do conjunto do cavaquinista Waldir Azevedo com quem gravou dois discos no Brasil - “WALDIR AZEVEDO” e “LAMENTO DE UM CAVAQUINHO” - e um na Alemanha (1978). Participei de CDs de vários artistas de Brasília, tais como: Clésio, Climério e Clodo (1993); Emirene França (1998); Dinaldo Domingues (1999); Marcos Mesquita (1999); Marinho Lima (1999); Yuri Sampaio (2000); João Tomé (2005).

Participei de importantes shows musicais com artistas de renome, entre eles: Avena de Castro (Festival do Choro, SP, 1978); homenagem a Waldir Azevedo (Teatro Nacional, Brasília, 1983); Conjunto Época de Ouro e o saxofonista Paulo Moura (Museu Parque da cidade do Rio de Janeiro, 1976); Waldir Azevedo e Sebastião Tapajós (Festival de Música popular de vários países, Hannover, Alemanha,1978); Altamiro Carrilho (Teatro Nacional, Brasília, 1999).
Fui professor de violão de 7 cordas da Escola de Música de Brasília, de 1994 até 2005, e ministrei aulas particulares por mais de 20 anos. Participei de duas edições (XVII e XVIII) do Festival Internacional de Música de Pulso y Púa de La Coruña "Ciudadde Cristal" / Espanha, realizadas em outubro de 2006 e outubro de 2007, respectivamente.

Em julho de 2011, participei do Festival de Música de verão da cidade de Novi Sad, Sérvia, tocando músicas brasileiras.

Adilton - FALE UM POUCO DE SUAS INFLUÊNCIAS.
Carlinhos - Gosto de música popular brasileira, desde que seja de boa qualidade. Minha atuação como violão de 7 cordas está voltada para o choro.

Adilton - VOCÊ É ENDOSE DE ALGUMA FIRMA?
Carlinhos - Não.

Adilton - COM QUEM VOCÊ ESTÁ TOCANDO ATUALMENTE?
Carlinhos - Atualmente estou aposentado e toco somente em rodas de amigos ou quando sou convidado para alguma apresentação especial.

Adilton - AGRADECIMENTOS.
Carlinhos - Em primeiro lugar a DEUS. A todos amigos que fizeram parte da minha infância em SÃO PEDRO PARAISO e CIMENTO PARAISO. Se esqueci de alguns me perdoem pois tenho muitos anos longe daí. Ao amigo ADILTON DO NASCIMENTO PEREIRA por me conceder esse espaço para falar um pouco da minha história.

24 fevereiro 2015

ENTREVISTA COM NANDO CHAGAS

É com muito prazer que trago para um bate papo uma das maiores autoridades de nossa música; o músico e produtor Nando Chagas, que já fez trilhas para muita gente grande.Confira a matéria e com quem esse músico já trabalhou.

Produtor Musical, compositor,músico instrumentista e arranjador de discos,trilhas de balet e teatro, jingles e trilhas musicais para comerciais de rádio, tv e cinema. Clientes: Coca-Cola, Banco do Brasil , TVGlobo, Petrobras, Bndes, Nike, RioSul, Barra Shoping, Fashion Mall, O Globo, Jornal Extra, Fundação Roberto Marinho, Ted,Shell, Postos BR, Firjan, Sesi, Prefeitura do Rio de Janeiro, Supermercados Guanabara, Sendas, Prezunic, CCAA, Aliança Francesa, Cultura Inglesa entre outros.

Adilton: ONDE NASCEU E QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?
Nando:   Rio de Janeiro , 56 anos.

Adilton: COM QUANTOS ANOS COMEÇOU O INTERESSE PELA MÚSICA?
Nando: Desde pequeno, meus irmãos tocavam violão e eu sempre cantava nas rodas de música . Comecei em 1977 a tocar bandolim , primeiro instrumento.

Adilton: EM SUA FAMILIA TEM OUTROS MÚSICOS?
Nando: Só amantes. Meu pai sempre ouviu muito jazz e bossa nova em casa.

Adilton: DESCREVA ALGUNS ARTISTAS COM QUEM VOCÊ TRABALHOU.
Nando: Meus primeiros trabalhos profissionais foram no final dos anos 70 , quando tive a oportunidade de trabalhar ao lado de Clementina de Jesus , Xangô da Mangueira , João do Vale, Joyce , Lucio Alves no antigo Teatro Opinião.  Ao longo de minha carreira toquei com Gilberto Gil, Baby Consuelo , Leila  Pinheiro , Gabriel O Pensador , Wilson Simonal , Marcio Montarroios , Guinga, Victor Biglione , Wagner Tiso entre outros.

Adilton: VOCÊ TEM ALGUM TRABALHO INSTRUMENTAL?
Nando: Lancei o cd Arpoador com meu trio e convidados, os CDS ' Rio Lounge", NU` SAMBA  e " Sambaville" para Europa e Japão com meu trio MULATO BEAT e estou finalizando as gravações de um novo cd. Além de vários discos  de trilhas para cinema ao lado de Wagner Tiso e a trilha para  o documentário de José Padilha ( Tropa de Elite) feito para a National Geographic/ USA , " Os Pantaneiros". 

Adilton: FALE UM POUCO DE SUAS INFLUÊNCIAS?
Nando: Minha primeira influência foi Jacob do Bandolim , mas claro muita MPB, Beatles e diversos músicos de Jazz como Miles Davis e John Coltrane e guitarristas como John Scofield , Benson , Pat Metheny, para citar apenas alguns.

Adilton: VOCÊ É ENDOSE DE ALGUMA FIRMA?
Nando: Não.

Adilton: COM QUEM VOCÊ ESTÁ TOCANDO ATUALMENTE?
Nando: Atualmente tenho feito shows pelo Rio e cidades periféricas com meu Trio ( Rafael Barata e Augusto Mattoso) em casas de shows  ( Studio RJ, VIZTA ), Jazz Villge, Terra da Luz ) e alguns festivais de Jazz. Fiz alguns shows com o guitarrista Victor Biglione de duas suites para dois violóes e 12 cellos do Projeto Internacional Cello Encounters, além do duo de guitarras com o guitarrista Roberto Rozemberg. Atualmente tenho um estúdio no Rio de Janeiro e uma Produtora ( Pardal Produções) que atua no mercado de trilhas musicais para publicidade e cinema.

Adilton: FALE UM POUCO DE SEU INICIO NA MÚSICA. COMO TUDO COMEÇOU?
Nando: Como falei acima , aos 17 anos ouvi um amigo tocar Bandolim e foi paixão a primeira vista, fiquei trancado algum tempo tirando tudo do Jacob do Bandolim e praticando sem parar . Aos 19 já estava tocando choro e samba profissionalmente.

Adilton: FALE DOS ESTILOS DE MÚSICA QUE MAIS TE ESTIMULOU A SER ESSE MÚSICO EXCELENTE, COM UMA POSTURA EXEMPLAR NO PALCO.
Nando: Após essa primeira experiência com MPB , tive a oportunidade de passar um ano (1980) na França tocando com um grupo radicado lá. Foram mais de 200 shows em um ano, o que me deu muita "cancha" de tocar em grandes palcos. Depois fui estudar na Berklee College of Music aonde me formei após uma temporada de 3 anos. Na volta ao Brasil, comecei a tocar com Marcio Montarroios, o que abriu muitas portas para gravações e participações como músico com vários artistas.

Adilton: DE UMA DICA PARA OS INICIANTES.
Nando: Talento só  é pouco. Procure estudar com um bom professor . Transcreva as música de quem você gosta. Procure formar uma banda para pegar experiência de "pratica de conjunto", sempre gravando e ouvindo após para análise da performance. E  o mais importante : Estudar muito sempre!!!  

Adilton: DESCREVA SUAS MAIORES DIFICULDADES NO INICIO DE CARREIRA.
Nando: Nunca olhei ou pensei em dificuldades, o importante é ter foco na música. O resto é conseqüência.

Adilton: SUAS PRINCIPAIS INFLUENCIAS
Nando: Jacob , João Gilbero , Gil , Miles , João Bosco , Jobim , Scofield , Benson entre tantos outros.

Adilton: AGRADECIMNTOS
Nando: A Deusa Música , que nunca me abandonou, a você meu amigo ADILTON PEREIRA um dos nossos talentos Brasileiro na música.

17 julho 2014

ENTREVISTA COM MASÉ SANT'ANNA


Uma das maiores cantoras do Brasil e responsável pelo show em homenagem a um dos maiores artista de nossa música. Ela rodou o Brasil inteiro fazendo show em homenagem aos 100 anos de VINICIUS DE MORAES, um dos melhores shows que já vi e tive o prazer de participar. MASÉ SANT'ANNA, uma das maiores cantoras da atualidade e uma pessoa excelente. Conheça a história desse talento brasileiro e dessa responsabilidade de cantar uma obra tão grande que é a de VINICIUS DE MORAES.


AN - ONDE NASCEU?
MS - Nasci em Brasília, Distrito Federal, no dia 18 de março.

AN - COM QUANTOS ANOS COMEÇOU O INTERESSE PELA MÚSICA?
MS - Nasci gostando de música. Minha mãe cantava, meu pai cantava... Sou caçula de uma família musical, todos gostam de música. Minha mãe acordava e ligava o rádio e dizia: “Casa sem música é um corpo sem alma”. Até hoje acordo e ligo o rádio.

AN - NA SUA FAMÍLIA TEM OUTROS MÚSICOS?
MS - Nenhum profissional... Meu pai dizia que era filho do compositor Antenor Gargalhada, mas isso nunca ficou comprovado.

AN - FALE UM POUCO DAS DIFICULDADES NO MEIO MUSICAL.
MS - São muitas as dificuldades...

AN - SUAS INFLUÊNCIAS?
MS - São muitas as influências, mas as mais fortes são sem dúvida: Caetano Veloso, Zizzi Possi, Bob MacFerrin, Gal Costa, Maria Bethânia, Elis Regina, Elizeth Cardoso, Emílio Santiago, Sarah Vaughan, Djavan, Paulinho da Viola, Edu Lobo, Cassia Eller, Fátima Guedes e o chorinho.

AN - PROJETOS?
MS - Sempre tenho muitos projetos... Este ano, por exemplo, é o centenário de Dorival Caymmi, que não podemos deixar passar em branco; Sarah Vaughan faria 90 anos, estou pensando numa homenagem a ela... Mas quero também reativar o projeto Essas Mulheres Brasileiras, uma homenagem às nossas compositoras, que foi apresentado ao público em 2011 e foi uma delícia de fazer. Tem também o CD, que já passou da hora de gravar. Um desses projetos sai este ano!

AN - PUDE PRESENCIAR SEU TRABALHO EM HOMENAGEM AO MESTRE VINICIUS DE MORAES, FALE UM POUCO DESSA EXPERIÊNCIA.
MS - Vinicius de Moraes sempre esteve muito presente na minha vida. Cantei durante 13 anos no Vinicius Bar, o repertório lá é essencialmente Bossa Nova e cantava Vinicius sempre. Tenho muito carinho pela pessoa e pela obra de Vinicius. Fazer um espetáculo em homenagem ao centenário dele foi uma alegria, um prazer que sinto até hoje e uma emoção que levarei até o fim da minha vida. Tive a alegria de ter comigo os melhores músicos e amigos que alguém pode ter: Cesar Machado, Adriano Giffoni, Misael da Hora, Nando Chagas, Dudu Viana e Antonio Carlo Souza. Emocionei-me, as pessoas se emocionaram e os contratantes gostaram muito também. Tive apoio, tive cumplicidade. Vinicius é um poeta maior e foi homenageado em todos os lugares. Foi uma honra ter feito parte dessa festa.


AN - COMO FOI O CONVIVIO COM ESSES MÚSICOS NO PROJETO DO VINICIUS DE MORAES?
MS - Somos amigos, o que torna a convivência algo sempre prazeroso. Eu os respeito e eles me respeitam. Nas viagens, falamos de música e de nossas vidas. Eles são excelentes em tudo o que fazem e me tratam como uma irmã, como uma igual. Isso é raro entre músicos e cantores. Tirei a sorte grande!

AN - FALE DOS PRINCIPAIS LUGARES ONDE VOCÊ TOCOU, COMO FOI A RECEPÇÃO DAS PESSOAS?
MS - Este foi um projeto exclusivo para o Sesi. Estreamos no Rio (Sesi Centro e Jacarepaguá), depois seguimos para Petrópolis e Friburgo; depois Caxias e, por último, partimos para Macaé, Campos e Itaperuna. A recepção das pessoas em todos os lugares foi supercalorosa, emocionada e vibrante. Cada público é um em cada lugar que a gente vá, mas a emoção é a mesma. Teve muito calor, muito amor. Havia desde bebês até pessoas bem idosas no público. Receber todos foi um presente.

AN - VOCÊ TEM ALGUM TRABALHO GRAVADO? CD OU DVD?
MS - Não tenho. Falha grave. Tenho dvds dos shows que fiz, mas não são comercializáveis.

AN - OS LUGARES ONDE VOCÊ MAIS TOCA NO RIO, AGENDA DE SHOWS. PODE FICAR A VONTADE.
MS - Durante 13 anos cantei no Vinicius Bar, em Ipanema. Foi uma experiência maravilhosa, lá eu conheci o mundo todo (japoneses, ingleses, coreanos, croatas, americanos, noruegueses, argentinos). Minha agenda de shows está em fase de preparação. Ano de Copa do Mundo e de eleições fica sempre muito corrido e restrito, mas Italva está nos nossos planos...

AN - AGRADECIMENTOS.
MS - Agradecer é o momento mais importante e mais difícil... Mas agradeço ao Criador pelo dom de cantar e pela oportunidade de estar aqui; agradeço aos meus pais, por terem colocado a música na minha vida; agradeço aos amigos e familiares que sempre deram força. Aos músicos que me acompanharam e me acompanham, todo o meu respeito e gratidão a você ADILTON DO NASCIMENTO músico exemplar e o site ITALVA EM FOCO por abrir esse espaço para nossa música.

Sou uma cantora do Brasil. Parece simplório, mas eu e todas as que cantam por aqui sabem da responsabilidade que é ser artista num país tão culturalmente diversificado, tão rico em sons, em gestos, em palavras. Um país que pariu Villa-Lobos e Dona Selma do Coco, que pariu Ana Botafogo e Daiane dos Santos; que pariu Antonio Houaiss e a literatura de Cordel… Cantar esse país sem cantar essa riqueza é não cantá-lo. Por isso digo que sou uma cantora do Brasil, por ter orgulho de ter nascido aqui, por ser da mesma pátria que, não tenho dúvida, o Criador abençoou com os melhores músicos do mundo.



Ao longo desses anos, tive no meu canto a influência de várias pessoas; não só de músicos, mas de artistas em geral; minha mãe e meus irmãos (dentre os quais se incluem grandes amigos). Me emocionam profundamente Bob Macferrin, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Elis Regina, Elizeth Cardoso, Emílio Santiago, Sarah Vaughan, Zizzi Possi, Djavan, Paulinho da Viola, Edu Lobo, Cassia Eller, Fátima Guedes, Denise Stoklos, Di Cavalcanti, Klimt, Fernanda Montenegro, Roberto Carlos, Elza Soares, Ray Charles, Elton John, Vivaldi, Ravel, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Mário Quintana, o Choro e todos esses cantos gospel dos negros americanos... Cantar é a expressão disso tudo. Como se um filme fosse a minha voz.

22 maio 2014

ENTREVISTA COM ENEAS SICON

Um dos grandes mestres da nossa música, nascido em Xerém/RJ, filho de família de excelentes músicos e uma das pessoas que fez parte da minha história musical. É um dos melhores professores de música da região e hoje mora na cidade de Cardoso Moreira/RJ. É com muito prazer que falo de um dos melhores amigos que influenciou vários músicos no Brasil. Meu amigo e grande profissional ENEAS SICON.


AN - Onde nasceu?
ES - Xerém, quarto distrito da cidade de Duque de Caxias/RJ.

AN - Quantos anos você tem?
ES - Ainda  47 anos.

AN - Com quantos anos começou o interesse pela música?
ES - De 8 para os 9 anos.

AN - Em sua família tem outros músicos?
ES - Sim.

AN - Descreva alguns artistas que você trabalhou.
ES - Claudio Caribé Batera, meu primeiro professor de jazz music na Igreja Nova Vida da Tijuca no Rio de Janeiro, onde em 1984 tudo começou. Tocamos juntos durante 10 anos consecutivos na igreja com a Banda Vida, formada por músicos de qualidade: Jetro da Silva (piano e teclado), Alfredo Cardin (piano e teclado), Paulo Jorge (bateria), Ebenézer da Silva (percussão), Almir (percussão), Zic (bateria), Murilo (bass), Samir (sax alto), Samuel e Caldeira (bone), Serginho (flauta transversal) e Ion Muniz (sax tenor). Também tocaram na Banda Vida: David Sicon (bass) (meu irmão) e Davi Batatinha (bass).

Também toquei com Wanda Sá (ex-esposa de Edu Lôbo) no projeto musical Vinho Novo com os músicos Edson e Tita Lôbo no Rio de Janeiro; Ion Muniz (sax) (ex-músico da Baby do Brasil); Zé Canuto (sax) e Adriano Giffoni (Bass); Barrosinho (trompete) (ex-músico da inesquecível banda Bleck Rio); Alfredo Cardin do Fogueira Três; Jetro da Silva (Piano) e Ebenézer (Percussão) (na ofina musical de piano na Escola Nacional de Música no Rio de Janeiro em 2012); Justo Amaro (sax) da Hosana Music; Ron Kenolly e orquestra e coral jazz music; Grupo Logos com meu irmão David Sicon, músico e produtor musical; no momento com trabalho musical com a cantora e compositora América Rocha .

AN - Você tem algum trabalho instrumental?
ES - Sim. Temos 02 segmentos musicais diferentes, mas, com mesmo estilo musical. Um trabalho musical instrumental gospel com a banda Sol de Asafe e secular com a banda Arte da Pedra. A Sol de Asaf foi formada primeiro com Enéas Sicon (trompete), Angelo (guitarra), Glicarinho (bass), Zé Dilau do pandeiro e Makstiler (batera)(tili-bat.). Os ensaios eram na casa dos pais do baterista, depois passamos a ensaiar em um espaço cedido pelo contrabaixista em sua residência, o qual batizamos de "Casinha de Samuel", um local muito especial e marcante na vida musical da Sol de Asaf, coisa da alma do músico.

Depois formamos a Banda Arte da Pedra com Sicon (trompete e teclado), Angelo (guitarra), Makstiler (batera)(tili-bat.), Léo Pacheco (bass) e Dirlandes (voz (dico-voz)), trabalho musical MPB. Tivemos também em um período musical da Arte da Pedra, Adilton (bass (nosso pepeu-bass de sempre)) e nosso local de ensaio musical era na residência de Sicon, na saudosa Montanha Inesquecível! Tivemos também nas duas bandas a cantora inesquecível Gabriela, nossa Gaby-mpb, maravilhosa cantora, canta tudo, música gospel e MPB, com arte, onda e facilidade musical. Sou suspeito em falar, pois sou seu fã. 6. Essas bandas também tiveram uma fase musical onde alguns alunos meus participaram como: Glaucio (Sax Alto), Saulinho (sax-tenor), Cezinha (sax-alto), Maurão (bone) e Rafa (trompete). Tivemos a honra da participação especial na "Arte da Pedra", em um evento cultural na cidade de Cardoso Moreira, o músico Maguinho (trompete) de Campos dos Goytacazes.  Grande músico e parceiro de sempre!

AN - Fale um pouco de suas influencias. 
ES - Os estilos musicais que mais me influenciaram são: bossa nova, samba canção, enfim, os classicos da mpb-jazz. Como trompetista, meu primeiro instrumento, meus ídolos são: Chet Baker, Paulinho Trompete, Marcio Montarroyos, Miles Davis, Dizzy Gillespie, Freddie Hubbard, Louis Armstrong (quando criança, meu apelido era "Louis Armstrong). Na verdade foi o primeiro trompetista de jazz music que ouvi. Na época era o músico trompetista mais falado e badalado na minha terra natal e em casa. 

AN - Você é endose de alguma firma?
ES - Sim. Produtora musical Evolution no Rio de Janeiro do meu sobrinho Wanderson Bass; David Sicon Produções Artísiticas Musicais.

AN - Com quem você está tocando atualmente?
ES - Temos um trabalho musical gospel e secular com a Banda Sol de Asafe. Música gospel-jazz na Igreja Batista Ebenézer em Guarnieri (Italva), Pr. Gedeão Bispo de Sousa.  Banda Arte da Pedra com mpb-jazz em eventos culturais e festas em geral. As duas bandas têm a mesma formação: atualmete somos um trio: Sicon trompete, Tili batera e Thiago teclado. É um trabalho musical 90% instrumental, mas, às vezes tem voz e poesia cantada também faz parte do show! 

AN - Fale um pouco de seu inicio na música. Como tudo começou? 
ES - A música começou no berço familiar, por isso sempre afirmo que em nossa família ninguém nasceu chorando, mas, cantando. Tudo começou em casa com meus irmãos e minha saudosa mae Adilia Sicon. Mamãe era nossa regente musical, com seu ouvido absoluto, sem estudar uma nota musical. Ouvia os hinos (música gospel) e tirava as 04 vozes e passava para nós, Conjunto Voz da Esperança, formado com: Levi Sicon (primogênito-alfa), Elias Sicon, Isaias Sicon, Miriam Sicon, Silas Sicon, Ely Sicon, David Sicon e Enéas Sicon(caçula-ômega). Cantávamos à capela e posteriormente Gerson do violão nos acompanhava. Na época gravamos um compacto (vinil), mas se perdeu, o vento levou... Infelizmente! Meus saudosos pais já não estão entre nós, pai Castorino da Conceição e Mãe Adilia Silva da Conceição/Sicon, inesquecíveis; contudo, o legado deixado por eles está vivo para sempre em nós seus filhos, a família Sicon de sempre.

O conjunto Voz da Esperança fez seu sucesso musical na época na Primeira Igreja Batista em Mantiquira, Xerém, Duque de Caxias no Rio de Janeiro. Posteriormente, com o afastamento de alguns manos da igreja, formamos o conjunto Esperança, agora com outros amigos músicos da igreja e a partir dessa nova fase musical da família Sicon , nasceu Sicon Trompete com 9 anos e David Bone com 10 anos. Assim, o conjunto se tornou vocal e instrumental. Coloquei o trompete na boca com 8 para 9 anos de idade e tirei o primeiro som. Não sabia que nota era, mas logo entrei na aula de música na igreja para a formação da banda de música com o professor Alair Teixeira, meu primeiro professor de música, saudoso e inesquecível. Meu segundo professor de música foi Erodices Frutuoso, teoria musical e canto coral. O terceiro foi Claudio Caribé, harmonia funcional e improvisação arte jazz brazuca. Estudamos também com os músicos Alfredo Cardin, piano e Ion Muinz,sax. Todos inesquecíveis! 

AN - Fale dos estilos de música que mais te estimulou a ser esse músico excelente, com uma postura exemplar no palco.
ES - Como já disse, os ritmos brasileiros são os mais presentes na minha vida musical, desde criança. Caminhar, conviver e estudar com todos os músicos citados teve um peso musical marcante para minha inspiração e motivação artística musical.

AN - Dê uma dica para os iniciantes.
ES - Estudar sempre. Só paramos de estudar após o sono da morte. A prática do instrumento musical é básica, fundamental e indispensável  sempre. O estudo musical individual tem que ser programado e organizado para se ter o resultado desejado. Ouvir os clássicos da MPB que não estão na mídia,música instrumental e jazz music internacional é muito importante para o estudante de música.

AN - Descreva suas maiores dificuldades no inicio de carreira.
ES - Pouco espaço para atuação musical e poucos músicos sérios, dedicados, responsáveis, profissionais de verdade com a música. Infelizmente na época, na minha terra, éramos a minoria com compromisso musical. Sabemos que hoje não está muito diferente do passado, mas, melhorou bastante.

AN - Suas principais influências.
ES - Na época foi Tom Jobim, João Gilberto, Família Caymi, Elis Regina, César Camargo Mariano, Hélio Delmiro, Leny Andrade e muitos grupos gospel como Vencedores Por Cristo, Grupo Elo, Cantores De Cristo, Conjunto Sonoros, Som Maior, Jovens Da Verdade, Quarteto Vida, Grupo Logos e João Alexandre. Esses grupos gospel foram os  que implantaram os ritmos musicais modernos dentro da igreja evangélica no Brasil, ritmos como: samba canção, bossa nova, baião, pop rock, balladas, levadas e o fank art jazz music. Portanto, conheci e toquei todos os ritmos musicais dentro da igreja, porém, infelizmente hoje, temos poesias, harmonias, ritmos e melodias pobres em extremos na música gospel.

AN - Agradecimentos
ES - Agradeço a Deus criador da música e dos músicos, a você nobre músico Adilton do Nascimento-bass por lembrar de nós e  nos proporcionar  este momento marcante e inesquecível  que é falar da minha história musical. Quero ressaltar o nosso amigo Cleber violão, esposo de Rosana Moura, filha de Josué Moura e professora Penha. Cleber é um grande músico, que acreditou em nós e nos deu apoio e ajuda, indicando nosso nome em março de 1997 ao saudoso prefeito Eliel Almeida Ribeiro como professor de música do projeto "O Pequeno Constrói", na secretaria de assistência social, Secretária Ângela. Foi meu trabalho musical na prefeitura do município de Italva.

Agradeço ao meu pastor Gedeão Bispo de Sousa da Igreja Batista Ebenézer em Guarnieri-Italva, pelo apoio e ajuda necessários dispensados a nós  omo músicos. É o conselheiro da Banda Sol de Asafe e um amigo e irmão e verdade de todas as horas. Enfim, agradeço a todos os meus nobres músicos, poetas, compositores e apreciadores amantes da música em Italva, Cardoso Moreira, Itaperuna ,Campos dos Goytacazes, no estado do RJ, no Brasil e no mundo 100% salomantico! prov.18:15! "o entendido busca o conhecimento, e o ouvido do sábio busca a ciência."(palavras do rei Salomão inesquecível)."Música é a arte de manifestar os diversos afetos da nossa alma mediante o som." Portanto, músico, é o artista que manifesta os diversos afetos da sua alma mediante o som."(Sicon).Viva a cultura nacional, arte jazz brazuca  globalizada!